
O projeto é uma iniciativa de pesquisa internacional liderada pela UCL (University College London) em parceria com o Instituto Caminhabilidade e o Observatório de Mobilidade de Moçambique (OMT). O foco é estudar as estruturas de governança municipais que influenciam a mobilidade ativa a partir da perspectiva da caminhabilidade e da equidade de gênero.
Por meio do mapeamento institucional em cinco cidades (três no Brasil e duas em Moçambique), a pesquisa busca identificar como a caminhada é tratada nas políticas públicas, quais atores estão envolvidos e onde estão os principais pontos de pressão estratégico para mudança de ação. No Brasil o estudo foi realizado em Benevides (PA), Jundiaí (SP) e Recife (PE). Após a pesquisa de governança foram realizadas oficinas participativas para a Teoria da Mudança para priorizar a caminhabilidade em Jundiaí e Recife.
Tudo se transformou em uma metodologia adaptável para identificar e co-criar ações para que o caminhar seja priorizado nas cidades. Ao gerar conhecimento e metodologias para catalisar mudanças, esta pesquisa contribui para que a caminhabilidade seja priorizada nas políticas públicas, e o caminho para fazer isso.
O resultado pretende ajudar a:
- Descolonizar o conhecimento sobre mobilidade;
- Fornecer insights para priorizar a caminhabilidade nas governanças locais e desenvolver métodos para abordar a governança de realidades não caminháveis globalmente.
Desafios atuais ou continuidade
O projeto enfrenta o desafio de romper com a centralidade do carro nas políticas urbanas e tornar a caminhada uma escolha legítima e equitativa de transporte, especialmente para mulheres e grupos marginalizados. No entanto, ainda existe um longo processo de integração da caminhabilidade nas decisões públicas
A continuidade depende da consolidação das metodologias desenvolvidas, que servirão para fortalecer parcerias locais e garantir que o caminhar seja reconhecido como direito urbano e instrumento de justiça social. A ideia é que o projeto possa continuar nas cidades estudadas, acompanhando se foram realizadas mudanças e que a metodologia seja usada por mais cidades, nesse sentido, o conhecimento vai ser difundido na Rede Cidade Caminhável.
Pessoas e organizações envolvidas
- UCL – University College London – The Bartlett Development Planning Unit (DPU)
- Instituto Caminhabilidade
- Observatório de Mobilidade e Transportes de Moçambique (OMT)
Objetivos
- Colocar o caminhar como modo de transporte (Walking as a Mode of Transport – WMT) no centro das decisões sobre mobilidade urbana, com foco interseccional de gênero. Para isso, alguns objetivos específicos são:
- Mapear estruturas institucionais e processos de governança relacionados à caminhabilidade;
- Identificar barreiras e oportunidades para priorizar a caminhada em políticas públicas;
- Co-criar estratégias para posicionar a caminhada na vanguarda da tomada de decisões sobre mobilidade urbana em uma cidade;
- Desenvolver uma metodologia adaptável para identificar e co-produzir ações viáveis para a priorização do caminhar como modo de transporte.
Estratégias e ações
- Revisão de literatura caminhabilidade no Brasil
- Pesquisa de informação secundárias
- Desenho de entrevistas semi estruturadas
- Entrevistas e análises
- Desenvolvimento de workshops participativos
- Desenvolvimento de teoria da mudança
- Análise dos achados e divulgação



